Tuesday, January 08, 2008
Sunday, December 09, 2007
sonho
"O ideal é uma utopia: um desejo sempre vivo, continuamente procurando e nunca plenamente concluído, e por isso mesmo impulsionando a gente nunca parar."
Tuesday, October 02, 2007
Mecanismos ideológicos
A resignação é um dos mecanismos mais eficientes de controle social porque ele se estabelece no interior, na subjetividade do próprio sujeito social, seja ele indivíduo ou classe social. Aceita-se a ordem social, suas leis, seus mecanismos, seus horizontes como algo inevitável e que não tem como nem por que sofre mudanças. Se existe miséria é porque assim tem que ser, é parte do destino de cada um, é a vontade de Deus.
Através da resignação, a vítima se tranforma em carcereira de si próprio, daí sua eficiência como arma de dominação. Através da resignação a ordem se perpetua e afasta do horizonte qualquer possibilidade ou desejo de mudança.
Na nossa história social e política milhões de pessoas foram trabalhadas por esse mecanismo ideológico, principalmente a partir de certa ideologia religiosa que ensinava aos pobres a sofrerem com paciência na terra para se transformarem em herdeiros da felicidade no céu. É claro que enquanto isso os ricos viviam a felicidade na terra e nem por isso eram exclídos da felicidade eterna. O desenvolvimento capitalista com toda a sua parafernália consumista e as transformações mais recentes no pensamento religioso, particularmente através da teologia da libertação, minaram as bases da resignação e o regime passou a reforçar um outro mecanismo de controle ideológico: o medo.
Se na resignação a dominação era internalizada na própria vítima, no medo é necessário criar a idéia de um perigo, ameaça, inimigo poderoso ou forças sem limites que se coloca fora e por cima da vítima. Os grupos sociais ou as pessoas atacadas pelo medo ficam paralisadas enquanto sentirem que esse inimigo externo os ameaça. Mas retomarão o movimento quando esse inimigo desaparecer. Daí que o regime que uso o terrorismo, o medo como arma de controle social deve estar sempre criando as situações de medo, inventando perigos, explorando as situações de ameaça, para manter acesa a chama do medo nas pessoas.
"Herbert de Souza- Betinho"
Através da resignação, a vítima se tranforma em carcereira de si próprio, daí sua eficiência como arma de dominação. Através da resignação a ordem se perpetua e afasta do horizonte qualquer possibilidade ou desejo de mudança.
Na nossa história social e política milhões de pessoas foram trabalhadas por esse mecanismo ideológico, principalmente a partir de certa ideologia religiosa que ensinava aos pobres a sofrerem com paciência na terra para se transformarem em herdeiros da felicidade no céu. É claro que enquanto isso os ricos viviam a felicidade na terra e nem por isso eram exclídos da felicidade eterna. O desenvolvimento capitalista com toda a sua parafernália consumista e as transformações mais recentes no pensamento religioso, particularmente através da teologia da libertação, minaram as bases da resignação e o regime passou a reforçar um outro mecanismo de controle ideológico: o medo.
Se na resignação a dominação era internalizada na própria vítima, no medo é necessário criar a idéia de um perigo, ameaça, inimigo poderoso ou forças sem limites que se coloca fora e por cima da vítima. Os grupos sociais ou as pessoas atacadas pelo medo ficam paralisadas enquanto sentirem que esse inimigo externo os ameaça. Mas retomarão o movimento quando esse inimigo desaparecer. Daí que o regime que uso o terrorismo, o medo como arma de controle social deve estar sempre criando as situações de medo, inventando perigos, explorando as situações de ameaça, para manter acesa a chama do medo nas pessoas.
"Herbert de Souza- Betinho"
Sunday, September 16, 2007
Tuesday, August 28, 2007
Arrependimento
"Não me arrependo de nada
que tenha alcançado as coxas.
Não nego coisa alguma
que passe perto do coração.
Se fiquei roxa,
foi por que teve ação"
Martha Medeiros
que tenha alcançado as coxas.
Não nego coisa alguma
que passe perto do coração.
Se fiquei roxa,
foi por que teve ação"
Martha Medeiros
Tuesday, July 31, 2007
sempre
Já me matei faz muito tempo
me matei quando o tempo era escasso
E o que havia entre o tempo e o espaço
era o de sempre
Nunca o mesmo sempre posso.
Morrer faz bem a vista e ao baço
melhora o ritmo do pulso
E clareia a alma.
Morrer de vez em quando
é a única coisa
que me acalma
me matei quando o tempo era escasso
E o que havia entre o tempo e o espaço
era o de sempre
Nunca o mesmo sempre posso.
Morrer faz bem a vista e ao baço
melhora o ritmo do pulso
E clareia a alma.
Morrer de vez em quando
é a única coisa
que me acalma
Paulo Leminsk
Thursday, June 28, 2007
infinito particular
Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossívelEu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Marisa Monte e Arnaldo Antunes
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossívelEu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Marisa Monte e Arnaldo Antunes


